meus mortos ainda são poucos
mas eu mesma já morri várias vezes
morro de inveja de outros
morro de desejo inconfessáveis
morro de vergonha de procrastinar tanto
morro de compaixão pela miséria de gente
morro de fome
morro de sono
no sonho afogada, queimada, esquecida
morro de amor
vivo morrendo
terça-feira, 2 de novembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
coisas de Betinho
... ah,ele adora teatro
comendo qualquer coisa - pipoca refri-, claro
enquanto mãos e boca trabalham
os olhos arregalados acompanham a cena
bate palma quase sempre pede bis
não se cansa das figurações, dos roteiros
já tem planos de ser também um ator
pois ele não é bobo: brincar de ser outras gentes
deve ser mais divertido...
comendo qualquer coisa - pipoca refri-, claro
enquanto mãos e boca trabalham
os olhos arregalados acompanham a cena
bate palma quase sempre pede bis
não se cansa das figurações, dos roteiros
já tem planos de ser também um ator
pois ele não é bobo: brincar de ser outras gentes
deve ser mais divertido...
bestando na madrugada
a calma da casa
o silêncio quando todos os homens dormem
os meus pensamentos ruidosos
o zumbido do micro
os carros na avenida
a tela-página branca
desespero nenhum
tenho mais de 40
metade da vida
deixa a gente menos de tudo
até da necessidade do sempre querer algo
vou dormir
em quase-paz
fui
fomos
f
o silêncio quando todos os homens dormem
os meus pensamentos ruidosos
o zumbido do micro
os carros na avenida
a tela-página branca
desespero nenhum
tenho mais de 40
metade da vida
deixa a gente menos de tudo
até da necessidade do sempre querer algo
vou dormir
em quase-paz
fui
fomos
f
domingo, 12 de setembro de 2010
acordei tarde
a fome sem vontade de comer é esquisita
amolece tudo
até a vigorosa batalha
de querer estar viva
mas passa logo logo
e devoro qualquer coisa com urgência
amolece tudo
até a vigorosa batalha
de querer estar viva
mas passa logo logo
e devoro qualquer coisa com urgência
sábado, 11 de setembro de 2010
isto e aquilo
quero tudo isso
talvez aquilo
o que nem sei o que é
nisso fico feliz de querer aquilo
isto me deixa mais esperta
para brincar de viver
talvez aquilo
o que nem sei o que é
nisso fico feliz de querer aquilo
isto me deixa mais esperta
para brincar de viver
bursite
como dói as bursas inflamadas
bolsas assim assim "maltratadas"
limitam os movimentos do meu corpo
meu ombro esquerdo carrega tantos sonhos
poucos possíveis
de uma esquerda
de luta
bolsas assim assim "maltratadas"
limitam os movimentos do meu corpo
meu ombro esquerdo carrega tantos sonhos
poucos possíveis
de uma esquerda
de luta
terça-feira, 7 de setembro de 2010
caixinha de música
carrego em meu carro
a caixa velha de um rádio que foi do meu avó Zeca
objeto de luxo da casa no sertão central do Ceará
me lembro que desta caixa ecoavam músicas de Roberto Carlos, Antonio Marcos, Angela Maria, Luiz Gonzaga
explicando: o miolo do rádio se foi
talvez com defeito ou sem jeito a loja de conserto
o jogou no lixo
a questão é que a caixa serve mesmo assim
já que é um material que me liga há tempos perdidos
que nem busco mais
razão: carrego a velha caixa para ajustar a deterioração dos cupins
que comem com voraciadade pedaços da minha infância
nem sei bei como dar um jeito nesta história
talvez nem haja jeito
as andanças pra lá e pra cá da caixa a balançar nas ruas da cidade
de repente posso ter um acesso de desapelo
e dar um fim nestes sons que em perseguem
Ah, sim, tenho outros objetos: um banco, uma cadeira
peso vivo da memória da família
às vezes até me canso
não sou eles e elas
eu sou assim
assim
assim
as
A
pesada da vida alheia
a caixa velha de um rádio que foi do meu avó Zeca
objeto de luxo da casa no sertão central do Ceará
me lembro que desta caixa ecoavam músicas de Roberto Carlos, Antonio Marcos, Angela Maria, Luiz Gonzaga
explicando: o miolo do rádio se foi
talvez com defeito ou sem jeito a loja de conserto
o jogou no lixo
a questão é que a caixa serve mesmo assim
já que é um material que me liga há tempos perdidos
que nem busco mais
razão: carrego a velha caixa para ajustar a deterioração dos cupins
que comem com voraciadade pedaços da minha infância
nem sei bei como dar um jeito nesta história
talvez nem haja jeito
as andanças pra lá e pra cá da caixa a balançar nas ruas da cidade
de repente posso ter um acesso de desapelo
e dar um fim nestes sons que em perseguem
Ah, sim, tenho outros objetos: um banco, uma cadeira
peso vivo da memória da família
às vezes até me canso
não sou eles e elas
eu sou assim
assim
assim
as
A
pesada da vida alheia
coisas de Bebel
Em meio às conversas das pessoas grandes, sem entender ou ter interesse, ela corre e abre o livro. Diante das páginas, viaja pelas narrativas. Esquece tudo, todos. Quando é chamada para cena real, fica chateada pela pertubação: interronper as peripécias pois ninguém merece ser arrancada de seu mundo particular para o mundo de gente grande.
coisas de Bia
1. Bia sorri a toda hora. Pega o pé do pequeno cão - o Drade - e o arrasta. Sem medo de levar uma mordida, brinca com o animalzinho. Parecem amiguinhos. Sem noção do instinto da mordida, ela pensa que é tudo igual.
2. Olha para as pessoas devorando a sobremesa. Sem palavras come com os olhos as guloseimas. Até que alguém caridoso oferece um pouquinho. Saboreia com intensa vontade de perceber as texturas e gostos de cada ingrediente... aprende um pouco sobre a doçura de ser viva.
2. Olha para as pessoas devorando a sobremesa. Sem palavras come com os olhos as guloseimas. Até que alguém caridoso oferece um pouquinho. Saboreia com intensa vontade de perceber as texturas e gostos de cada ingrediente... aprende um pouco sobre a doçura de ser viva.
memórias infantis 1
Eu me recordo que ainda era cedinho da noite, quando olhei para o meu avó se balançando silencioso na escuridão da varanda. Ele estava meio sinistro, meio assustador... Parecia alguém do mal. Fiquei apavorado. Corri até o quarto azul e voltei a jogar Playstation para me aclamar. Escolhi um jogo de monstros assassinos. Tipo para maiores de 14 anos. E senti um medo medenho. As outras pessoas tinham saido... Estavámos só nós dois naquela casa imensa... sapos, gritos, vento forte, eu ainda pequeno... nem lembro quantos tinha. Que bom que minha mãe chegou logo. Tudo clareou, meu coração se aclamou.
domingo, 5 de setembro de 2010
tombo de meu pai
subir escadas ajuda nas tarefas mais diversas da vida
cair de uma escada, sem metáforas,
nos ajuda também a pensar na fragilidade nossa
como uma simples queda pode doer pé, pernas, braços, coluna?
pode qualquer coisa
mas só não se pode ficar sem o sentir do peso da gravidade
na frágil carne humana
cair humaniza a todos nós arrogantes da hora
cai tudo
ficamos pequenos
cair de uma escada, sem metáforas,
nos ajuda também a pensar na fragilidade nossa
como uma simples queda pode doer pé, pernas, braços, coluna?
pode qualquer coisa
mas só não se pode ficar sem o sentir do peso da gravidade
na frágil carne humana
cair humaniza a todos nós arrogantes da hora
cai tudo
ficamos pequenos
sábado, 4 de setembro de 2010
relato 1
Acordei cedo. Na verdade nem dormi direito com tantos pensamentos: a casa para arrumar, o almoço,o trabalho, o sonhado livro que ainda não publiquei, o namorado, o ex-marido, os filhos... Fiquei na cama tantando acalmar a mente. Deixei o corpo parado. Até parecia que tudo estava tranquilo. Abri os olhos ainda escuro e procurei saber as horas no relógio, o céu enganava. Já era tarde. Acordei os meninos... ainda tinha tarefas atrasadas para fazer.Corre-corre geral: cadernos, banheiro, farda, leite, mochila, me visto rapidamente etc. Saímos atrasados para não variar. Para me culpar, lógico! Após deixá-los no colégio saio correndo para o trabalho me lembrando sempre da casa virada, do almoço, do frango de ontem na geladeira, do defeito da máquina de lavar, tento produzir mas pouco faço. Alguns telefonemas, emails, volto para o colégio-casa-almoço-máquina-orçamento-incertezas-cansaço. Enfim eles crescem tão lindos... e os meus cabelos caindo!
outro cão
Ano passado lamentei aqui a partida de um cão de minha vida. Agora comento a chegada de um novo (um Beagle fofo - "DRADE" - de dois meses). Desta vez escolhi não me aproximar. Não quero contato. Seremos dois estranhos vivendo no mesmo teto. Acho que ele me compreende. Não reclamamos de afetos ou de cuidados. Estamos quites. Até quando essa história vai correr na parealela? Veremos. Não quero amor de cão. Agora não! Nem posso explicar aqui...
papel parede
gostei da cena velha ao fundo das palavras
figuradas na tela
as imagens do cenário casam com o meu sentimento: ser e estar velha
esquisitice minha de agora
ontem passei em uma loja de sapatos e olhei para os sapatos de senhora
não sou menina, não quero ser jovenzinha, fiquei feliz com esta certeza
as inseguranças diminuem?
talvez...
percebo que as ilusões diminuem... e isso é muito bom e doloroso!
e os sonhos?
acalento-os com carinhos pois andam minguados...raros... preciosos.
figuradas na tela
as imagens do cenário casam com o meu sentimento: ser e estar velha
esquisitice minha de agora
ontem passei em uma loja de sapatos e olhei para os sapatos de senhora
não sou menina, não quero ser jovenzinha, fiquei feliz com esta certeza
as inseguranças diminuem?
talvez...
percebo que as ilusões diminuem... e isso é muito bom e doloroso!
e os sonhos?
acalento-os com carinhos pois andam minguados...raros... preciosos.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
UMA RESENHA BACANA DE MEU LIVRO!
Rev. Estud. Fem. vol.17 no.3 Florianópolis Sept./Dec. 2009
doi: 10.1590/S0104-026X2009000300023
RESENHAS
Escritoras cearenses do século XIX
Mariana de Souza Novaes
Universidade Federal de Minas Gerais
Além do amor e das flores: primeiras escritoras cearenses.
CUNHA, Cecília Maria.
Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2008. 232 p.
O resgate da atuação e da ação de mulheres ao longo da história ainda se torna pertinente em pleno século XXI. Felizmente, hoje, muitas pesquisas têm sido feitas a fim de mostrar a importância exercida pela mulher tanto na história quanto na literatura, nas artes plásticas, na política, na educação e na imprensa, como esta, de Cecília Maria Cunha, que vem nos revelar o que há muito tempo ficou escondido ou esquecido: a produção feminina. Ainda assim, há muito a ser feito a despeito de esforços como o de Cunha. é preciso considerar que grande parte da produção literária feminina se encontra ausente nos estudos acadêmicos e, dessa maneira, esquecida dos leitores. Urge, pois, reapresentar as letras femininas, apontando sua importância na história da literatura.
A pesquisa de Cecília Cunha - mestre em Letras pela Universidade Federal da Paraíba - é pioneira. Através de uma investigação minuciosa e detalhada, a autora apresenta o estudo e o resgate dos primórdios das letras femininas cearenses. A ensaísta faz um recorte do final do século XIX até as duas primeiras décadas do século XX e expõe um panorama da imprensa, da literatura e da situação feminina tanto no Ceará quanto no restante do país.
Além do amor e das flores: primeiras escritoras cearenses organiza-se em duas partes. A primeira trata da situação da mulher naquela época: a educação que recebiam; a participação na história do Brasil - o momento da abolição e da chegada da corte ao país - ; e a influência europeia na cultura e na educação das mulheres.
Vale destacar, como um dos pontos mais relevantes de sua pesquisa, o estudo sobre a imprensa feminina cearense e da imprensa feminina brasileira, embora Cecília Cunha não se aprofunde nesta última. Para a pesquisadora, a imprensa se configura como o principal e o primeiro instrumento de inserção das mulheres nas letras e, portanto, como meio de divulgação dos seus trabalhos literários. Ela apresenta diversas autoras que escreveram e colaboraram em jornais, revistas e almanaques femininos (ou não necessariamente só femininos), além de fundarem muitos deles, durante os séculos XIX e XX. Dá-nos a conhecer nomes de importantes escritoras, como Francisca Clotilde - considerada uma das mais presentes na literatura cearense - , Emília de Freitas, Ana Facó, Alba Valdez e Maria da Câmara Bormann, que foram objeto de estudo de sua dissertação de mestrado, agora publicada.
Há que se ressaltar que, na pesquisa de Cecília Cunha, encontram-se informações valiosas a respeito de jornais da época, como O Lyrio, Orvalho e Sexo Feminino. Já na segunda parte, a autora investiga e decompõe a obra literária de quatro escritoras, a saber: Emília Freitas, autora do romance A rainha do ignoto; Francisca Clotilde, ousada, escreveu sobre o divórcio em A divorciada; Alba Valdez, memorialista na sua novela Dias de Luz; e Ana Faço, com Páginas íntimas. Além disso, há, também, a crítica recebida por suas produções.
Deve-se destacar, ainda, os dados preciosos contidos nos rodapés, em que estão as fontes de estudo e de pesquisa utilizadas pela autora, informações importantes sobre as escritoras e os jornais cearenses e, também, algumas observações de indispensável leitura. Merece lembrança a presença de ilustrações de jornais que circulavam na época e de excertos de publicações das escritoras cearenses.
Além do amor e das flores: primeiras escritoras cearenses é, pois, uma excelente contribuição no conhecimento da literatura dos séculos passados e, sobretudo, para aqueles que estudam e pesquisam a literatura brasileira de autoria feminina. Cecília Cunha reacende e resgata as letras produzidas por mulheres na literatura que nos antecedeu. O estudo trata-se, nas palavras da própria autora, de "uma verdadeira arqueologia literária", de "escavações nos porões do silêncio".
All the contents of www.scielo.br, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License
Revista Estudos Feministas
Campus Universitário - Trindade
88040-970 Florianópolis SC - Brasil
Tel. (55 48) 3331-8211
Fax: (55 48) 3331-9751
ref@cfh.ufsc.br
doi: 10.1590/S0104-026X2009000300023
RESENHAS
Escritoras cearenses do século XIX
Mariana de Souza Novaes
Universidade Federal de Minas Gerais
Além do amor e das flores: primeiras escritoras cearenses.
CUNHA, Cecília Maria.
Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2008. 232 p.
O resgate da atuação e da ação de mulheres ao longo da história ainda se torna pertinente em pleno século XXI. Felizmente, hoje, muitas pesquisas têm sido feitas a fim de mostrar a importância exercida pela mulher tanto na história quanto na literatura, nas artes plásticas, na política, na educação e na imprensa, como esta, de Cecília Maria Cunha, que vem nos revelar o que há muito tempo ficou escondido ou esquecido: a produção feminina. Ainda assim, há muito a ser feito a despeito de esforços como o de Cunha. é preciso considerar que grande parte da produção literária feminina se encontra ausente nos estudos acadêmicos e, dessa maneira, esquecida dos leitores. Urge, pois, reapresentar as letras femininas, apontando sua importância na história da literatura.
A pesquisa de Cecília Cunha - mestre em Letras pela Universidade Federal da Paraíba - é pioneira. Através de uma investigação minuciosa e detalhada, a autora apresenta o estudo e o resgate dos primórdios das letras femininas cearenses. A ensaísta faz um recorte do final do século XIX até as duas primeiras décadas do século XX e expõe um panorama da imprensa, da literatura e da situação feminina tanto no Ceará quanto no restante do país.
Além do amor e das flores: primeiras escritoras cearenses organiza-se em duas partes. A primeira trata da situação da mulher naquela época: a educação que recebiam; a participação na história do Brasil - o momento da abolição e da chegada da corte ao país - ; e a influência europeia na cultura e na educação das mulheres.
Vale destacar, como um dos pontos mais relevantes de sua pesquisa, o estudo sobre a imprensa feminina cearense e da imprensa feminina brasileira, embora Cecília Cunha não se aprofunde nesta última. Para a pesquisadora, a imprensa se configura como o principal e o primeiro instrumento de inserção das mulheres nas letras e, portanto, como meio de divulgação dos seus trabalhos literários. Ela apresenta diversas autoras que escreveram e colaboraram em jornais, revistas e almanaques femininos (ou não necessariamente só femininos), além de fundarem muitos deles, durante os séculos XIX e XX. Dá-nos a conhecer nomes de importantes escritoras, como Francisca Clotilde - considerada uma das mais presentes na literatura cearense - , Emília de Freitas, Ana Facó, Alba Valdez e Maria da Câmara Bormann, que foram objeto de estudo de sua dissertação de mestrado, agora publicada.
Há que se ressaltar que, na pesquisa de Cecília Cunha, encontram-se informações valiosas a respeito de jornais da época, como O Lyrio, Orvalho e Sexo Feminino. Já na segunda parte, a autora investiga e decompõe a obra literária de quatro escritoras, a saber: Emília Freitas, autora do romance A rainha do ignoto; Francisca Clotilde, ousada, escreveu sobre o divórcio em A divorciada; Alba Valdez, memorialista na sua novela Dias de Luz; e Ana Faço, com Páginas íntimas. Além disso, há, também, a crítica recebida por suas produções.
Deve-se destacar, ainda, os dados preciosos contidos nos rodapés, em que estão as fontes de estudo e de pesquisa utilizadas pela autora, informações importantes sobre as escritoras e os jornais cearenses e, também, algumas observações de indispensável leitura. Merece lembrança a presença de ilustrações de jornais que circulavam na época e de excertos de publicações das escritoras cearenses.
Além do amor e das flores: primeiras escritoras cearenses é, pois, uma excelente contribuição no conhecimento da literatura dos séculos passados e, sobretudo, para aqueles que estudam e pesquisam a literatura brasileira de autoria feminina. Cecília Cunha reacende e resgata as letras produzidas por mulheres na literatura que nos antecedeu. O estudo trata-se, nas palavras da própria autora, de "uma verdadeira arqueologia literária", de "escavações nos porões do silêncio".
All the contents of www.scielo.br, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License
Revista Estudos Feministas
Campus Universitário - Trindade
88040-970 Florianópolis SC - Brasil
Tel. (55 48) 3331-8211
Fax: (55 48) 3331-9751
ref@cfh.ufsc.br
Assinar:
Postagens (Atom)